sábado, 29 de julho de 2017

Hoje foi a despedida da minha melhor amiga! Está seguindo viagem depois de Malta e eu continuo aqui mais 4 semanas. Não é como se fosse um "até breve", já  que nos encontramos no caminho! Porém, quando comecei tudo isso, esperava que fosse apenas uma boa companhia pra algumas aventuras. Mas foi mais. Vi vários relatos de pessoas dizendo que, no intercâmbio, tudo é mais intenso, os laços feitos são mais fortes, porque a gente se agarra às pessoas com quem temos afinidade, pois aqui fora é tudo que temos. Já conheci pessoas que pensei que jamais veria novamente e por algum motivo mantive contato... se passaram 4 e depois mais 4 anos e o impensável aconteceu: a oportunidade de um reencontro! E foi ótimo! Mas hoje, como tudo mais, essas coisas são apenas lembranças que vão se perdendo e algumas fotos pra afirmar que realmente aconteceram. Lembranças de algum riso, de sensações, de algumas imagens... e assim a gente joga novamente com a improbabilidade do reencontro e a dificuldade de manter o contato por mais 4 ou 8 anos. Porque temos nossas vidas, nossas prioridades, empregos, amigos, familia, amores... e isso tudo brigando para ocupar a primeira posição na nossa rotina. E aí aquele sonho vai ficando pra trás, a gente fica de marcar de encontrar essas pessoas que fizeram uma diferença tão grande na nossa vida, mas a vida é tão corrida que a gente vai deixando pro fim do mês, pro fim do ano...
Hoje é um dia triste pra mim! Porque estou aqui longe de casa. Ouço de 3 a 5 idiomas diferentes por dia e, mesmo quando ouço meu português, não é a mesma coisa que ouvir a voz de quem nos faz sentir parte de alguma coisa! E aí você perde isso. Já sabíamos que a íamos começar a jornada juntas, mas que depois cada uma seguiria seu rumo... mas, até então, parecia algo distante e surreal! Não imaginei que me sentiria tão sozinha... tão "estrangeira" nesse lugar! Foram 4 semanas que valeram por uma vida!

quarta-feira, 5 de abril de 2017


Está chovendo... o céu está fechado, carregado de uma maneira que fica difícil acreditar que já existiu sol. A chuva me deprime. Me deprime ficar engasgada de coisas e então elas não saírem quando eu tento falar. Me deprime engolir de volta o nó que sobe pela garganta.
O barulho da chuva é tão forte que ninguém escuta o que eu tenho a dizer? Eu tenho culpa! Eu assumo que tenho culpa! Eu assumo que estou nessa gangorra entre o arrependimento e o conformismo! Várias e várias vezes eu preciso desviar meu pensamento dessa vontade louca de sair correndo e voltar para o conforto, para o comodismo, praquela certeza insana de todos os dias iguais de novo e de novo e de novo.
Me assusta... os trovões me assustam porque não sei em qual momento vou acordar! Eu posso acordar ali atrás e então dar graças aos céus, aliviada por ter sido apenas um sonho... ou posso despertar suspensa num mar de inquietações e pavor!
Eu estou, sim, apavorada. Não sou o ‘eu’ que eu conheço e não há ninguém para me trazer de volta quando tudo perde o sentido... fico perdida apenas ouvindo esse zunido dentro da minha cabeça. Fecho os olhos com força e fico rezando para que vá embora e traga o sol de volta para amenizar essa escuridão.

domingo, 12 de março de 2017


Enquanto essa sou eu, está tudo bem! Eu ainda estou ouvindo o que você está falando, e sei mais ainda o que você está tentando dizer sobre você, mas eu não queria saber, eu não quero mais ser a pessoa que escuta, e diz as palavras certas, e fica tentando encontrar a solução pra o que você precisa. Eu não quero ficar preocupada se você está bem enquanto penso se vai chegar minha vez de falar. E eu também não quero te contar o que passa aqui, não quero vomitar essas palavras pra não sujar o teu tapete bonito... eu sou aquela que ri, que faz uma piada pra ti se sentir melhor, eu sou a companhia agradável que não traz problemas, não te constrange tentando achar uma palavra pra me dizer, porque eu já disse tudo... na verdade eu não disse nada, nada do que eu queria, nada do que eu sentia... eu ri, sorri, fiz cara de paisagem... eu estive contando os minutos e olhando a parede atrás de você, pensando no sorvete preferido e no quanto me irrita ser quem eu sou. Eu não sou essa pessoa que você vê e não te desperta sentimento algum, além daquela vontade enorme de falar de si mesmo pra alguém que não te interrompe pra pedir um café. Eu sou a pessoa que tenta te dizer com os olhos que há muito mais que você não consegue ver. E eu não vou te mostrar, eu não vou falar de mim. Eu vou manter a minha vida perfeitamente monótona e igual a de muita gente que você não conhece, porque é mais interessante assim. Você não quer saber de onde eu vim quando cheguei com um sorriso no rosto, eu sou só essa luz... quando estou meio nublada você não vê pois não vai te iluminar! Eu sou leve. Eu sou sorriso. Eu sou a rocha que o mar engoliu!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Quando vc se sente imensamente feliz por uma eternidade que pareceu durar um segundo apenas e você simplesmente não consegue romper os laços com as coisas que não te fazem mais o bem que deveriam fazer.
Quando tem uma imensidão azul na frente e você deixa esperando na porta, você não abre a porta, porque não abre a porta? Olhar através do vidro pode não mostrar tudo aquilo que você quer ver... e se as cores forem mais bonitas do lado de fora? E se ventar e o sol bater gostoso no rosto? E se a chuva tiver um gosto bom e o cinza das nuvens não for tão escuro assim?
O que te impede de saltar a janela é o mesmo que te faz pensar que manter os pés no chão é mais seguro! O mais seguro é voar! E se os pensamentos se perderem e não encontrarem mais o caminho de volta? E se eu deixar as coisas apenas serem o que elas são, as flores ainda são flores e eu posso enfeitá-las com glitter, eu posso voltar 7 anos e tudo parecer diferente sendo exatamente como elas foram há 6, 5, 4... enquanto eu me manter segura do lado de dentro, o barulho das ondas ao longe continuarão me confortando, uma explosão entusiasta não faz parte das coisas bonitinhas que eu vejo daqui desse lado!

E se nada existe para ser só um bocado do que é?

quinta-feira, 7 de agosto de 2014


Algumas músicas me trazem à memória uma outra época... O olhar perdido pela janela. Pensamento longe. Uma tristeza alegre. Lembra uma certeza! Um tempo em que eu sabia como as coisas aconteceriam. Em que amar era fácil. Me sentir em paz era tão natural... E enquanto o ônibus sacolejava pelas paisagens cinza das manhãs de inverno, eu simplesmente sabia, sabia...

domingo, 18 de maio de 2014


Quando a gente acha que nada pode ficar pior: pode sim! Às vezes estamos certos de que conseguiremos suportar as coisas só até certo ponto  e nos surpreendemos quando esse momento chega e ainda estamos em pé, ou sentada,  encolhida, abraçando os joelhos e tentando descobrir quanto de líquido nosso corpo é capaz de expelir pelos olhos. Mas ainda estamos vivas e, pasmem: o mundo continua girando, os vizinhos continuam descendo as escadas, ou rindo na sacada enquanto fazem um churrasco e o cachorro na casa da frente continua latindo como se nada tivesse acontecido. Um tombo após o outro e você começa a se perguntar se aquela menina tomou veneno por coragem ou covardia, afinal... Acredito que todos temos um limite, uma linha tênue que divide o suportável do insuportável, do insanamente doloroso, do que faz qualquer fim parecer mais tentador. A gente tenta se preparar pra tudo, mas tem certas coisas pras quais não estaremos preparadas nem se passarmos por um intensivo de uma vida toda de relacionamentos com pessoas, as mais diversas possíveis.  Fizemos uma lista de atitude que esperamos, mas há sempre aquela que a gente nem cogita, e é a única coisa que acontece. Sem avisos. Sem aquela coisa de ‘eu sabia’. Eu sabia, mas negava intimamente a mínima possibilidade. Me preparei para tudo, menos para isso. Passei a vida inteira me preparando para os mais diversos acontecimentos, só não me preparei para a coisa mais na cara: não estar preparada!

quarta-feira, 7 de maio de 2014



Eu ia começar com ‘engraçado como a vida é’, mas então me dei conta de que, no contexto do que vou dizer (e acredito que possa servir pra todo o resto também), não é a ‘vida’ que é ‘engraçada’, são as pessoas! Lemos todo dia frases como ‘a vida me sensinou... ‘... vida, vida, vida! Tantas vezes essa palavra repetida, que no fim já nem sei mais seu sentido. O que sei é que a ‘vida’ não ensinou nada. Não se engane: o que nos ensinou algo foram as pessoas. Dizemos que nos ensinam as experiências vividas em determinados lugares e com determinadas coisas. Mas, no fim, é tudo sobre pessoas. Se você parar para pensar, por um segundo, se dará conta do que estou falando.
Mas, o que eu queria dizer mesmo, é como são engraçadas as pessoas: entram em nossas vidas, freqüentam nossa casa, dividem vários momentos, risos, porres, nossa amizade e alguns segredos, criam vínculos (pelo menos é o que a gente acredita) e, de repente, passam a agir como se nada tivesse acontecido entre vocês. Como se fossem meros conhecidos de um ‘oi’ quando se encontram por aí. Pessoas (e não a vida) nos trazem pessoas, mas também levam pessoas, sem motivo algum. Pessoas não deveriam permanecer ou se afastar ou por causa de outros, mas sim por causa da gente. Não me importo quando os interesses mudam e há aquele afastamento natural de quem tem planos e cotidianos diferentes. Mas me sinto bem magoada com essa gente que ‘fica’ ou ‘vai’, dependendo do que houver com os outros. Como disse, a vida não tem nada a ver com isso também, não afasta ninguém! São as pessoas que se deixam afastar, são afastadas ou se afastam por vontade (ou falta de vontade) própria.

quarta-feira, 5 de março de 2014



Fico aqui imaginando se você sente minha falta, e se a sente do mesmo modo que eu sinto a tua. Se minha lembrança vem até você nas pequenas coisas rotineiras, como quando você vê ou ouve algo e quer compartilhar com alguém...  se olha para o celular várias vezes ao dia, e ao notar uma mensagem ou ligação, espera que seja minha... queria saber se sente minha falta na hora de dormir, se tem lapsos esperando que eu entre no quarto para saber que é hora de levantar, se alguma vez já esqueceu que não precisava mais e quase veio me buscar... se teu peito aperta quando lembra de algo que gostava em mim, se teus olhos marejam quando para pra pensar, se procura ao redor quando acha que ouviu minha voz, ou se o coração dispara quando vê alguém parecida na rua. Me perco em pensamentos imaginando seu arrependimento e criando mil cenas diferentes de você voltando.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014


Eu toco o travesseiro e sei a distância que minha mão precisa percorrer para te tocar...
Sei qual vai ser a temperatura da tua pele...
Sei exatamente qual vai ser teu cheiro se eu me aproximar, e parece que já posso senti-lo...
Sei que posso esticar minha perna para nossos pés ficarem juntos, mas que se eu mexer vai te fazer cócegas...
Sei que não consegue dormir juntinho, mas que às vezes vai me abraçar durante o sono, e nem lembrar no dia seguinte.
E que, se estiver chateado comigo, vai lembrar e me soltar, como se seu não soubesse que você acabou esquecendo de todas as desavenças enquanto dormia...
O que eu esqueço de lembrar é que seu lado da cama está vazio essa noite, e me pego estranhando quando toco o tecido frio no lugar que era teu...
Quando não esbarro em nada ao me virar durante o sono, acabo acordando, pois meu corpo não está acostumado com esse vazio no teu lugar...
Meu subconsciente recria o calor da tua pele, mas ele não consegue mais aquecer...
Toda essa falta, cada ínfimo detalhe, vai doer bem mais quando eu acordar.

sábado, 22 de fevereiro de 2014


E a mesa posta estava tão bonita... mas beleza não é suficiente para as coisas terem gosto quando você tem que comer sozinha. Você fita o prato, pois não há ninguém para olhar no outro lado da mesa... não há você prestando atenção na TV ao invés de se ater às coisas que eu falo...e pode ter sido importante ou não, se pensar que falar com as paredes hoje pode ter o mesmo efeito. Mas o silêncio da tua falta é absurdo, mesmo que eu ligue o som e aumente o volume até os vizinhos reclamarem. Tua presença era gritante. E o teu silêncio, por vezes, ensurdecedor... mas tudo tinha algum tempero.  Agora esse prato parece sem sal. E tua ausência parece um vácuo assonoro, pesado demais para que eu não tenha uma indigestão. A mesa estava tão bonita e a comida continuava esfriando. Fitava o prato. E o vácuo. E o teu lugar à mesa. Eu me sentia cheia, mas ainda assim eu me sentia faminta. Faminta de amor.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014












Papel e caneta na mão:
eu paro e fito a folha em branco
Onde foi que eu me perdi?
Quando isso aconteceu?
Algum, ou muito, tempo atrás
(já nem sei mais)
automaticamente minhas mãos
desenhavam palavras, frases e textos
E, agora, nem consigo encontrar
o termo certo para começar
Eu me perdi...
Eu perdi o dom dessa coisa sincera
que me rendia elogios
Ou será que ainda o tenho?
Entranhado, esquecido, relegado
em algum lugar dentro de mim,
do que me tornei
(ou sempre fui?)
Quero isso de volta
Que me tirem tudo
mas me deixem aquela capacidade
de puxar o ponto do fio
que forma esse nó na minha garganta
e ir desmanchando
enquanto vou enrolando
marcando as linhas aqui no papel
Quero de volta a capacidade
de transformar essas coisas ruins de sentir
em coisas bonitas para ler
Tenho medo de que a pessoa fria
que por vezes eu tentei ser
tenha me feito perder o jeito de escrever
Há anos eu me desmonto
me desdobro e me junto
pelas linhas de algum caderno qualquer
e tenho que isso me faz inteira
mais forte para o que vier...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014



Alguém que me faça carinho 
ao invés de me fazer chorar,
Que me peça em casamento, 
no lugar de me pedir pra ir embora,
Que me chame de linda
ao invés de me chamar de mentirosa
Que me proteja, no lugar de me julgar
Alguém que só brinque de brigar
Que seja o mais sincero ao me amar
Que ache uma graça os meus defeitos
Que ria com os meus medos
e seja humilde quando errar
Alguém que me abrace:
‘vai passar, tudo isso vai passar’

quarta-feira, 22 de maio de 2013


Quando começo a relembrar de coisas das quais
sinto imensurável falta, fico com medo
de enlouquecer e nunca mais me curar,
cair em uma profunda depressão... 
então me obrigo a desviar o foco e
simplesmente parar de pensar!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



As palavras simplesmente jorram e eu não tenho controle sobre elas... do contrário é como se eu fosse sufocar quando as coisas ficam presas em mim. Eu preciso de alguém para contar os meus segredos! Até que eles sejam externados é como se não existissem, e eles são reais... assim como os medos, alguém precisa saber que eu os tenho.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012




Elas têm mãos bonitas, ou olhos doces, ou sorrisos com covinhas...
O cabelo sempre impecável, pele perfeita, corpo irretocável
E de repente eu pareça simpática se olhar melhor
Ou até bonita quando me arrumo
Eu tenho um mistério... que logo some
Mas não tenho o brilho, não sou meiga
Eu me atrapalho, falo demais, falo alto
Desço do salto, desequilibro, perco o tato
Eu sou insegura e não essa figura que faz quando me vê
Tenho medos, muitos anseios e alguns segredos
Não faço parte das beldades
Todas essas princesas talvez sejam de verdade
Mas eu sou só mais uma figurante apagada
No teatro da vida dessa gente importante
Não me destaco, não faço foco
Tenho todos esses milhares de defeitos gritantes
Se você se der o trabalho de me conhecer
Já lhe adianto que não sou uma delas
E, mesmo que me esforce, jamais virei a ser...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


Sentindo a brisa ligeira
Incomum nesses dias
Lembro-me do vento Leste
O frio e cortante vento contra meu rosto
Levando meus pensamentos muito longe
Através do inverno frio
Com seu ar sombrio encantador
Farfalhando as árvores quase em vida
Às mais cálidas horas da noite
Onde eu sentada esperava
Que minha mágica se expandisse
O vento que trouxe paz ao meu espírito
E calidez à minha alma
O mesmo vento que levou meus sussurros
E me trouxe você
E hoje a esta mesma brisa
Trazida de tempos distantes
Por idéias remotas
Em um tempo nada casual
Peço que indique sua presença
Através da alma minha que viaja
Que busca e espera
Mais uma vez junto ao frio
Uma noite especial como aquela

quinta-feira, 21 de junho de 2012



E eu fico aqui esperando as horas passarem
para que eu possa dormir e então acordar...
pensando que amanhã um novo dia virá!
E sempre vem...
um novo dia inteiramente igual ao anterior 
e ao anterior e ao anterior.
Me sinto tão cansada,
tão inútil e esquecida nessa sucessão de horas
e a cada amanhecer eu tenho mais certeza 
de que vai ser sempre igual.
E tenho a impressão de que o meu tempo já passou
e continuo aqui só para completar um ciclo 
sem significado algum
Eu já devia ter ido...
eu já devia ter ido...

segunda-feira, 18 de junho de 2012


Eu quero você, e quero agora!
Como se faz?
Não é como se fosse
Só você atravessar a rua
E me tomar nos braços.
Eu trago outra época à mente
Para frear idéias absurdas
Fico me policiando
Para não pensar em você
Tentando me convencer
A não te querer.
Estamos tão distantes quanto perto:
Anos Luz nos separa
E há esse fio que nos une
Que nos traz sempre de volta
Para o mesmo lugar.
Alguém deveria me impedir
De destruir o que eu mesma criei
Sejam laços ou muros
(mais muros que laços)
Eu quero você do lado de cá da porta
Do lado de cá da cama
Do lado de cá de mim!

segunda-feira, 2 de abril de 2012




Queria que ele pudesse olhar nos meus olhos (e entender) quando o vejo e penso que eu não poderia querer mais nada pra mim!
Que os meus desejos e minhas vontades são tão dele e tão pouco meus...
Queria que quando habitasse meus pensamentos estivesse realmente ali para senti-los
Mas se tal coisa fosse possível temo que não o encontrasse mais em carne
Queria que ele pudesse sentir no seu peito essa coisa que transborda e eu não sei nomear
Como se precisasse saber de ti para caber em mim
Que soubesse tudo que meu ser grita mas não obstante o deixa escutar
E não me importaria se visse meus tormentos, desde que pudesse compreender sua origem, e aceitar que um amor verdadeiro está em constante conflito
Assim, no final do dia, eu poderia suspirar (não em paz) e me aconchegar na certeza de que, mais em você que em mim, encontrei meu lugar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012


insegurança.
quando você não sabe o que esperar
o que virá de alguém
quando você não sabe se está agradando
se está dizendo o certo
se palavras ajudam ou atrapalham
se demonstra ou se contém...
quando você se esforça
e mesmo assim nada fica bem
quando você não consegue relaxar
quando o medo te acompanha
ausência.
nenhuma mensagem
nenhuma ligação
nenhuma palavra
nenhuma ação
nenhum carinho
que te traga paz!

sábado, 19 de novembro de 2011




Hoje vou me dar o luxo de me sentir triste
E ficar realmente triste
Vou vestir meu pijama mais velho
Vou colocar pra tocar aquelas músicas mais bregas
E ficar chorando pelos cantos da casa
Hoje vou reler mensagens que eu nunca consegui apagar
Relembrar momentos que eu nunca tentei esquecer
Vou ficar grudada no celular esperando que ele toque
Hoje vou me permitir comer todos aqueles chocolates
Mesmo que me falte o ânimo para fazê-lo
Vou amar e odiar mil vezes em pensamento
Vou prometer acordar amanhã
E esquecer tudo o que não me leva mais a lugar algum
Deixar para trás sonhos irrealizáveis
Ser mais feliz, mais independente, mais desapegada
Mas amanhã...
Pois hoje sou aquele vestido antigo, amassado
Jogado e esquecido no fundo do armário
Sou aquela ligação ignorada
Aquela mensagem lida e apagada
Aquele compromisso prometido e desmarcado
Por qualquer desculpa esfarrapada que viesse a calhar
Então hoje serei apenas eu caída
Dramaticamente triste
Imensuravelmente ferida.

sábado, 5 de novembro de 2011



Ás vezes eu me sinto tão desanimada
Como se uma nuvem negra se instalasse ao meu redor,
Como se o dia perdesse toda cor
A vida, todo o encanto,
Como se eu olhasse ao redor e não encontrasse nenhum apoio,
Como se dentro de mim não restasse mais nada
Mas quando baixo meus olhos para tentar ver por qual caminho eu venho andado
Vejo nessa minha mão que tantas vezes cobriu meus olhos
O único motivo que me leva a dar mais um passo toda vez que penso em desistir
Algo que me lembra de por que fiz as escolhas que me trouxeram aqui
De por que tenho me equilibrado após cada passo em falso
E se existe uma certeza nesse mundo,
É que não importa quão tolo e irreal seja o seu motivo
Se ele te leva a pelo menos tentar ser melhor do que você é
Então vale (muito) a pena se agarrar a ele,
Independente do que seja!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Quando resolvi desistir das coisas
que eu considerava realmente importantes,
algo dentro de mim começou a desistir de todo o resto...
não é como se valesse a pena lutar por coisas impossíveis, irreais
você perde um tempo enorme construindo castelos de areia
cria cenas e diálogos que gostaria que acontecessem
fica esperando por um momento
e quando ele acontece é totalmente diferente
do conto-de-fadas que você criou
e aos poucos você vai desistindo porque o que você mais quer
é o que mais vai te machucar por não contecer
mas quando você não pode mais lutar pelo que você ama,
pelo que acredita
todo o resto também deixa de valer a pena
então você aprende a fechar os olhos e não imaginar mais nada
quanto menos você esperar, menos irá se decepcionar.

sábado, 9 de julho de 2011


Estou cansada mas quem se importa?
Com vontade de conversar cara-a-cara
De chorar e então ser abraçada
Tanto fingimento...
Estou precisando contar os meus segredos
Os meus sonhos, os meus medos
A solidão vem me esmagando a cada dia
E eu nunca pedi nada mais
Que apenas a sua companhia
Eu me sinto tão perto
E mesmo assim cada vez mais distante
Quando tudo está tão longe de dar certo
Ninguém quer saber a verdadeira resposta
Ninguém quer estar por perto
Vendo você desmoronar.

sexta-feira, 20 de maio de 2011


então aquele fino laço
que me prendia
arrebentou...
e eu caí...
mas era tão bom
tão doce
tão quente
tudo acontecia
as coisas se ajeitavam
cada uma em seu devido lugar
os sonhos se realizavam
e eu era tão feliz
tão completa
eu podia ter tudo
mas eu não queria quase nada
eu poderia ser tudo
tudo o que eu não sou
que eu nunca serei
mas, mesmo lá
minha alma boa
boba
foi tocada
e para não aborrecê-los
entediá-los mais
eu voltei
e tudo isso porquê?